Nosso próprio olhar

narda2

Fui ao salão e, como sempre, mostrei no celular uma imagem de referência do que eu queria fazer no cabelo.
Dessa vez não era só um corte, também decidi pintar. “Quero tirar esse ar de mãe cansada”, eu disse, “mas ó… é bem discreto. Só pra dar uma iluminada no rosto”.
Não sei se Pedro achou que as luzes eram poucas e que precisava, na verdade, de um farol pra dar vida de volta ao meu semblante, mas o fato é que o que era pra ser discreto, ficou bem mais chamativo do que eu tinha me programado a fazer.
Chorei? Não.
Me desesperei? Menos ainda.
Na verdade, no fundo, achei bom ter saído diferente do que eu esperava. Foi um passo além do que eu achava que poderia dar naquele momento.
Senti como se fosse um chacoalhão, me tirou daquela zona de conforto. E que bom perceber que, às vezes, as coisas saem diferente do que a gente imagina e que ok, tá tudo bem.
Dá medinho na hora ou pode gerar frustração, mas a gente se adapta, sobrevive e segue em frente.
E o que não é tudo isso se não o eterno aprendizado que eu tenho tido ao longo de todos esses meses falando mais alto?
Sim, a maternidade muda a gente. Muda a forma que a gente encara as coisas e nos mostra, de diferentes formas, que a gente nunca mais vai ser a mesma.
Mas que a forma que a gente passa a se enxergar, só depende do nosso próprio olhar.

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