Sobre cuidados e amor aos animais

Hoje o post é diferente, mas é por uma ótima causa (literalmente).

Quem me conhece sabe o quanto sou alucinada por animais, especialmente cachorros. Passei aaaanos da minha vida querendo ser veterinária e desisti, ainda criança, quando descobri que não cuidaria somente de “animais domésticos” e que, eventualmente, eu teria que fazer cirurgias e ver sangue rs.

Caco
Caco

Ainda na minha infância tive o meu primeiro cachorro, que ganhei do meu pai aos 10 anos. Um yorkshire chamado Caco. O Caco veio depois de MUITA insistência minha (inclusive surgiu em casa escondido da minha mãe, que era contra rs) e depois de muitas promessas de que eu cuidaria, sim, dele. Não precisa nem dizer que uma criança de 10 anos, que mal penteia o seu cabelo, vai ter o mesmo descuido com o seu bichinho de estimação, né? Tão logo vai deixar de lado cuidados básicos com o animalzinho como, por exemplo, pentear o seu pelo (imagine o resto!)… e comigo não foi diferente.

O bom é que meu pai sempre amou animais e cuidou muito bem do Caco, durante o único ano em que conviveram juntos. Meu pai faleceu no ano seguinte ao que o Caco chegou em casa e, com isso, a responsabilidade acabou caindo pra minha mãe, que na época nem gostava de animais. Claro que ela não o maltratou… ela aprendeu a conviver e gostar dele. Cuidou e zelou pelo Caco durante os quase 7 anos de vida que ele teve ao nosso lado.

Outro dia “revi” esse filme da minha vida: uma moça no meu prédio me viu com o Luke no elevador (sim, hoje tenho um outro yorkshire, pra quem não sabe) e perguntou “se dava muito trabalho” ter cachorro, porque a filhinha dela tava insistindo muito em ter um. Daí contei toda a minha experiência da infância e como estava sendo os cuidados agora, adulta, com o Luke. Cruzei outro dia novamente com mãe e filha no elevador – que agora tem uma york também – e para a minha surpresa a menina não esboçou qualquer empolgação ao ver o Luke. Pensei: nossa, ela gosta mesmo de cachorro e só tá sendo tímida ou ela só queria ter um e agora que tem, não vê graça?

Eu e Luke no Parque Ibirapuera
Eu e Luke no Parque Ibirapuera

O fato é que qualquer animal – seja cachorro, gato, periquito ou papagaio – não é brinquedo e deve ser tratado com respeito e, principalmente, com carinho. Ter um ser que depende de você é uma responsabilidade e tanto, pois requer cuidados, e decidir tê-los deve ser uma atitude muito bem pensada. É importantíssimo ter essa consciência.

Hoje, encaro a decisão de termos escolhido ter o Luke com a mesma responsabilidade de decidir ter um filho (sem exageros!)… até porque eles acabam virando nossos filhos mesmo. Seja na dependência dele por nós, na responsabilidade que adquirimos e, principalmente, no zelo e amor que sentimos por ele.

O Caco não foi abandonado por nós, mas muitos não tem a mesma sorte. Por isso, aos que decidirem pela guarda responsável de animais (sejam adotados ou “comprados”) é imprescindível seguir práticas como: educar crianças sobre a necessidade do respeito aos animais; denunciar e praticar a vigilância contra maus tratos aos animais (não deixe de denunciar!); castrar os animais pra evitar o abandono dos filhotes não planejados; vacinar corretamente; visitar regularmente o veterinário; prover alimentação digna e saudável aos animais; proporcionar espaços adequados para a diversão e bem-estar do animal; oferecer higiene constante do local onde moram e também deles mesmos e nunca, nunca abandonar!

Tudo isso eu contei por uma boa causa, como disse no início desse post: a Max Alimentos, especializada em alimentação para cães e gatos, realiza um programa muito bacana, o Max em Ação, criado para doar rações para ONGs e Protetores de animais do Brasil inteiro. Acesse para saber mais.

Proteger os animais é nosso dever e dar carinho não custa absolutamente nada.

Ajude.
Proteja.
Ame.
<3

* Este não é um publieditorial. Faz parte de uma blogagem coletiva a convite da Max Alimentos, onde todos os blogs falaram espontaneamente – sem lucro algum – em prol da causa.