Reencontrando a antiga “eu”

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Parece ser só um brincão, mas pra mim significa reencontrar com a Narda pré-maternidade.
Não que eu tenha deixado meu estilo de lado, mas é inegável o quanto ele muda quando nos tornamos mães.
A gente fica mais prática, se adapta à nova rotina. Na maioria das vezes, a camiseta vira camisa. O brincão vira uma argolinha minúscula. O salto, pra quem usa, vira uma sapatilha (pra mim, tênis… mas esse nunca saiu do pé).
A verdade é que a gente já muda tanta coisa, se transforma em tantos aspectos, que esse encontro com nós mesmas deveria ser mais frequente. Ou nunca deveria deixar de existir.
Tem que amamentar? Levanta a blusa! O bebê vai puxar o brinco ou o colar? E daí? O batom marcante vai borrar porque, em algum momento, ele vai passar a mão na sua boca? É só limpar. Comigo tem sido mais assim, depois de meses tentando me encontrar nessa nova Narda.
Agora ela já me é mais familiar. Ainda não é totalmente como antes, mas sei que nunca vai ser novamente.
Cada dia é um exercício pra conhecer e me reconhecer nessa nova “eu”.
Agora eu sei que, mesmo que eu coloque aquele mesmo brincão, será nesse novo corpo… de alma, escolhas e olhares diferentes de antes.

Precisamos falar sobre amamentação

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A Semana Mundial do Aleitamento Materno começa hoje.
Ato que, de longe, foi a experiência mais desafiadora nessa minha vida pós o ser mãe.
É importante falar sobre a amamentação. Não só ressaltar as dificuldades que pouco se fala, mas celebrar esse vínculo entre mãe e filho, dar a devida atenção e importância a esse assunto.
É preciso (voltar a) tornar esse ato natural, empoderar e apoiar as mulheres a fazê-lo, conscientizar a mãe, a família e, principalmente, a sociedade dos benefícios que a amamentação traz ao bebê no primeiro ano de vida.
É muito louco pensar que ainda precisamos falar sobre isso.
Mas precisamos. E muito!

Volta ao trabalho

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Filho, enquanto te escrevo isso você mama adormecido no meu peito, como de costume. Mas hoje não foi um dia como outro qualquer, como os dos últimos sete meses em que meu peito foi seu alimento e alento, a hora que você quis.

Pela primeira vez ficamos muitas horas, mais do que eu gostaria, longe um do outro. Talvez te escrever isso seja uma forma de te pedir desculpas. Desculpa por não ter sido como planejei, como pensei ser uma maternagem ideal.

Aprendi durante esses meses vivendo inteiramente para e por você, que ser mãe é um eterno ajuste de expectativas e do que idealizamos. Gostaria muito de continuar o dia todo com você, vivendo a nossa pequena rotina de dias bons e outros nem tanto, sem data certa no calendário. Cada dia aprendendo e me surpreendendo com você.

Mas agora vamos ter uma nova rotina. Vamos, eu e você, continuar aprendendo, dessa vez a lidar com a saudade. Você a viver algumas longas horas longe da mamãe e a mamãe também, além da missão de reencontrar quem ela era antes de você. Mas saiba que, ainda assim, nada voltará a ser como antes. Eu nunca mais serei a mesma. Você me mudou completamente e por você eu busco sempre o melhor. Agora, mais do que nunca.

Com isso espero de alguma forma te ensinar, talvez, a sua primeira lição: é preciso tentar para conseguir. Vamos tentar sermos fortes para nos adaptar e conseguirmos ter êxito nessa nova fase. Só assim vamos ver se dá certo. E se não der, tudo bem. A gente dá um jeito. O importante é saber que tentamos.

E que, no fim do dia, teremos sempre um ao outro.