Mãe mulher

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Nada na vida tinha me deixado mais em contato com o “ser mulher” do que isso.
Podemos sim fazer tudo igual aos homens e devemos lutar por esse reconhecimento, mas também não há nada de mal em celebrar o que nos diferencia e nos torna únicas.
Que a comemoração não seja só hoje e que a luta pelos nossos direitos seja diária.
O nosso dia é todo dia.

Coragem de mãe

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Depois de meses com o papai em casa, agora somos só nós na maior parte do dia.
Me programei pra sairmos hoje e aproveitar o cinema perto de casa. Mesmo o Tomás estando bem chorão e demandando mais atenção nos últimos dias.
Na hora de sair, berreiro.
Me bateu uma insegurança e no meio do furacão pensei: “não vou mais”.
Respirei, reconsiderei e cheguei a conclusão de que não ia desistir na primeira dificuldade.
Arrumei as coisas e fomos. Tudo correu bem e no meio do filme me peguei pensando que é isso: eu e ele.
Uma dupla que vai se entendendo mais a cada dia. Enfrentando as adversidades e se ajustando.
Não tem essa de desistir.
Ele depende de mim e eu tô aqui pra ele.
E, por ele, eu vou sempre tentar o meu melhor.

11 de fevereiro de 2016

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Ano passado, nesse mesmo dia, eu descobria que estava grávida. Nada aconteceu como eu imaginava. Demorou praquele positivo vir. Dois anos pra ser mais exata. E no meio do caminho, vários percalços.

A descoberta não foi eufórica, como eu imaginava que seria. Foi perplexa, incerta. Por mais que os 3 exames de farmácia me mostrassem o contrário, eu não acreditava que aquilo estava acontecendo. Que finalmente estava acontecendo! E naturalmente, antes de uma quase FIV. Era muito surreal.

Mas ai depois de 4 dias, o exame. Nele me apareceu uma sementinha, que eu não tinha certeza se ia florir. Foram 3 longas semanas de espera até que eu pudesse ver aquele pontinho de novo. Daquela vez, brilhando. Pulsando. Criando vida.

Mais 4 semanas intermináveis até descobrir que aquela sementinha viraria o Tomás. O menino que apareceu no meu sonho, dias antes (mas que nem nos meus maiores sonhos imaginei que seria um menino tão alegre, saudável e sorridente!). Era finalmente a hora de comemorar. E agradecer.

11 de fevereiro de 2016 foi um dia inesperado, mas, ao mesmo tempo, um dos dias mais desejados da minha vida.