1 ano de dieta ou 5 lições que aprendi com a Dukan

Parece que foi ontem que deixei um pouco a minha preguiça de lado e decidi, de verdade, dar um passo importante em busca da minha saúde e bem estar. Já contei aqui um pouquinho da experiência quando tudo estava no começo, mas nesse último sábado, dia 3, fez um ano completo que passei por uma longa reeducação alimentar.

Esse post não é para doutrinar ninguém a fazer a Dukan, mas para contar o que aprendi ao passar por todo esse processo. As “lições” estão enumeradas, mas vocês vão perceber que uma coisa está ligada à outra. ;)

SAMSUNG CSCNo celular, eu em Santiago em setembro de 2014. Um mês antes de começar a dieta.

1) Se respeite e encontre a sua motivação

Acho que o ponto principal e inicial ao decidir passar por qualquer processo para emagrecer, seja 2, 12 quilos (como foi o meu caso) ou mais, é se respeitar. Conheço várias pessoas que começaram a Dukan e não continuaram por “n” razões. Umas desistiram no meio do caminho porque não aguentaram as restrições da dieta, outras porque se sentiram mal no meio do processo e não se adaptaram com o método. Saber qual o momento certo de começar, estar sintonizada com o corpo e entender qual o seu momento, seja para iniciar ou parar, e os seus limites é essencial. Não faça nada além do seu alcance ou do que o seu corpo pede. Tenha paciência e siga em frente, se o seu corpo permitir, claro. Sabe o lema “força, foco e fé”? Bem isso! rs

 

2) Os alimentos são seus amigos

Demorei a entender isso. Nunca fui boa de boca e posso dizer que, desde sempre, nunca fui chegada à uma variedade no prato. Era uma criança chata para comer, não comia várias coisas e era magra demais. Isso tudo se refletiu na vida adulta, claro, com exceção que – com a idade – ganhei peso. Fazer a Dukan me ensinou a experimentar novos alimentos. Com o tanto de restrição que tem, aprendi a dar chance a coisas que normalmente não comeria. Pois é, a restrição teve vantagens pra mim além da literal perda de peso. Aprendi a gostar de shitake, shimeji, abobrinha, chá gelado – muitas coisas que sempre torci o nariz – e a ficar feliz e satisfeita com um bom prato de salada. Antes comida integral me dava a sensação de “empachamento”, hoje como normalmente. Fritura em excesso, hoje, me dá um desarranjo intestinal daqueles. Comer bem faz com o que o seu corpo se adapte ao que é bom pra ele. Passei a entender que comida “fit” não é necessariamente comida ruim ou sem sabor. Vale dizer ainda que escolher alimentos saudáveis não te proíbe de jacar ali na frente. Mas te dá um discernimento de saber “pesar na balança” o que você tem que priorizar, sabe? Hoje eu como bem durante toda a semana. Evito frituras, carboidratos à noite e massa é só integral. Mas não abdico de comer um fast food, minha amada pizza ou beber a minha cerveja, no fim de semana. É só uma questão de saber moderar (e não ser “bitolada”).

 

3) Aprenda a ler as embalagens

A Dukan também me ensinou que o problema nem é tanto a quantidade do que você come, mas a qualidade do que você escolhe comer. Veja bem, não estou afirmando que tudo bem comer desenfreadamente ou compulsivamente. Todo exagero é nocivo. Me acostumei com o leite desnatado há cerca de 10 anos. Tirar o açúcar foi difícil, mas um pouco antes da dieta eu já estava acostumada a adoçar o meu café com leite diário com adoçante/stevia. Meu avô é diabético, minha glicemia nunca foi alta mas isso não quer dizer que eu não possa ter problemas adiante. Então, por que não se cuidar desde agora? Ter essa consciência do que é melhor pro corpo, saber ler as embalagens, entender a quantidade ideal de cada componente de um produto ou o tanto que é bom comer de cada alimento por dia, ajuda não só no seu bem estar a curto prazo, mas na sua saúde a longo prazo. Hoje não compro nada sem antes ler o rótulo, dou preferência a alimentos zero ou com pouco açúcar, sei – por exemplo – quais são as frutas com alto índice glicêmico (cereja, uva e banana são as “mais mais” #ficadica) e tento evitar come-las com tanta frequência. Também me policio a beber bastante água e não passo mais horas de estômago vazio. Tenho sempre um lanchinho ou uma fruta na mão. Ter esse conhecimento e informações ajuda a manter o equilíbrio.

 

4) Deixe a preguiça de lado e se movimente

Essa foi, e ainda é, a mais difícil de todas pra mim. Posso dizer que ainda estou aprendendo com essa. Sou uma pessoa extremamente preguiçosa e sedentária. Adoro dormir, pago pra evitar uma fadiga e minha cama/meu sofá são os melhores lugares da vida. Mas nunca tive preguiça pra andar. Então, durante a dieta, decidi que a esteira seria minha parceira e me comprometi a caminhar com o máximo de frequência possível. Andava cerca de 30, 40min por dia, quando me dispunha a frequentar a academia do prédio. Hoje em dia, não vou dizer que não tenho preguiça de levantar pra pegar o controle remoto (tenho sim, confesso), mas tento evitar o elevador e subo/desço os 3 andares até o meu apartamento de escada, quando o cansaço da rotina me permite. Ter disposição pra subir uma ladeira, sem ficar esbaforida não tem preço. Não é fácil, mas se forçar a ter certos hábitos, a se movimentar – evitar a escada rolante e/ou subi-la caminhando, como eu faço,  e não ficar parada, por exemplo – é muito importante para manter o corpo ativo. Isso, aliado a uma boa alimentação, te deixa mais disposta e ajuda na manutenção do peso.

 

5) Incorpore o que aprendeu e leve pra vida!

Quantas pessoas você conhece que perderam peso e logo depois ganharam tudo de novo? Emagrecer é um processo com início, meio e fim, mas manter os bom hábitos não tem prazo pra acabar. A Dukan ensina isso. O início pode parecer (e é) uma dieta bem restritiva, mas a partir do momento que você atinge a sua meta e fica de bem com a balança, vira uma constante. Você passa na verdade, ao meu ver, por uma reeducação alimentar. Entende o porquê sofria com o “efeito sanfona”, compreende as suas limitações, aprende como evitar ficar com o peso numa gangorra e passa a conhecer como ninguém o seu próprio organismo. Eu continuo comendo farelo de aveia todo dia, por exemplo, porque sei que ajuda o meu intestino a funcionar bem. Ou seja, vai de você pegar o que aprendeu e continuar colocando em prática.

 

Estou longe de ter a barriga chapada e nem tenho a pretensão de tê-la (quem sabe um dia? rs). Também não sou o poço da alimentação saudável, mas estou feliz com o que aprendi nesse último ano e super satisfeita com os 12 quilos que perdi – e que não pretendo reencontrar! E tenho certeza de uma coisa: esteja gordinha ou magrinha, continuo acreditando que o importante é estar de bem consigo mesma. Isso é um reflexo no espelho do que está dentro de você.

E isso, não tem dieta que ensine. :)

 

Como é ser alérgica a cosméticos

Pois é… você leu certo. Pensei muito antes de contar isso por aqui, porque não sabia muito ao certo como escreveria sobre esse assunto sem “levantar orelhas” aí do outro lado com essa revelação rs.

Mas vou direto ao ponto: há 3 anos desenvolvi intolerância a certas substâncias presentes em cosméticos. Ou seja, se uso algum produto que tenha pelo menos 1 das 5 substâncias das quais minha pele não tolera, desenvolvo pelo corpo uma alergia de contato, que pode variar de reação, dependendo de qual delas for.

Veja bem: eu nunca tive alergia a absolutamente nada na vida. E, de uma hora para outra, produtos que eu já estava acostumada a usar, passaram a me causar irritação.

Tudo começou quando testei um creme anti-rugas, que nunca tinha experimentado. Na época, achava que por ter começado a usar o produto exatamente no mesmo mês de vencimento, poderia ser a razão para a alergia que me deu nos olhos.

alergia-pele-dermatite-teste-contato

Um pouco antes disso – praticamente na mesma época – também notei que minha axila estava coçando fora do comum. Achei que fosse a lâmina velha do “barbeador”, ou algo do gênero, e não dei muita bola. Mas como coçava demais, acabei criando uns vergões que me causaram umas manchas vermelhas horríveis na pele.

Aproveitei o caso da alergia do anti-rugas e fui ao dermatologista checar os dois. O médico chegou a pensar em ser uma alergia do meu esmalte (pois é, a reação de alergia a esmaltes se dá nos olhos! Sabiam? Eu não). Mas eu tinha feito as unhas depois de ter tido a reação alérgica. Então, ele concluiu que não era a causa e me passou alguns cremes de manipulação para melhorar as irritações, além de pedir pra suspender o uso do anti-rugas.

Depois de alguns meses, já com a alergia dos olhos controlada há semanas, comprei um frasco novo de um demaquilante que já estava acostumada a usar (cheguei até a fazer resenha aqui no blog). E para a minha surpresa, o que aconteceu? Alergia nos olhos de novo! Achei estranho. Usei novamente o creme que o dermatologista tinha me passado e suspendi o uso do demaquilante.

Mais alguns meses depois, fui pegar sol – coisa que sempre fiz e faço no verão – e usei um protetor que tinha em casa. Ainda na validade, e que, por sinal, também falei dele por aqui. E vocês já sabem o que aconteceu né? Alergia! Mas esse caso foi até meio atípico, porque a irritação se concentrou só no colo. De primeira, nem associei que pudesse ser o protetor (já que já tinha usado antes), mas que pudesse ser o biquíni novo (que tinha uma argola que segurava a alcinha). Achei até que pudesse ser alergia a níquel, metal ou algo do tipo.

Depois de todos esses eventos, resolvi – finalmente e um ano depois do primeiro caso – marcar com uma alergologista. Contei todos esses acontecimentos, citei os produtos que tinha usado e a conclusão da médica foi: eu precisava fazer um teste de alergias de contato. E além do teste padrão, o recomendado era realizar um exame complementar só com teste de substâncias presentes em cosméticos (já que todas as alergias anteriores envolviam algum tipo de produto).

O exame consiste basicamente em colar nas costas um adesivo grande com “gotas” de 30 substâncias diferentes. O exame de cosméticos testa mais 10 delas. Esses adesivos ficam nas costas por 48h e você não pode molhar. Dois dias depois deve retornar ao consultório para o médico fazer a “leitura” do exame: tira o adesivo e vê quais substâncias reagiram contra a pele.

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Sobre dieta Dukan, emagrecer e auto-estima

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Eu passei praticamente a minha vida toda (até o inicio da vida adulta) sendo uma pessoa extremamente magra. Mas MUITO mesmo.
Brinco que quando era pequena poderia ser tranquilamente confundida com uma criança somaliana (sem exageros). Não vou nem colocar foto aqui pra não assustar ninguém rs.
Quem me conhece há, pelo menos, uns 15 anos sabe do que estou falando.

Tudo bem que a estrutura óssea, biotipo, etc, influenciam muito a percepção visual versus o peso na balança, mas pra vocês terem uma ideia eu entrei na faculdade com 16 pra 17 anos pesando 48kg. QUARENTA E OITO. E, vejam bem, eu tenho 1,68m de altura. Cheguei a um ponto, nessa época, até de entrar na academia pra ver se ganhava peso.
E de fato, ganhei. Passei boa parte da vida adulta pesando uns 53kg. Que ainda assim, era pouco pra mim.

O tempo foi passando e os quilos aumentando.
Nos últimos 7 anos, o peso na balança parecia estar num carrinho de montanha russa: cheio de deslizes, baixas mas, principalmente, altas. A subida era lenta, mas constante. E eu não fazia ideia da altura em que estava.
Até que me vi pesando 74kg e atingindo sobrepeso.
16kg a mais, desde 2007.
Muita gente pode pensar: “ah, mas nem é tanto” ou “é porque você era magra demais, agora tá normal”.
Normal, pra quem?

Acho que a partir do momento em que você não se reconhece mais no espelho, seja por estar magérrima ou gordinha, é um problema. E comigo, já tinha chegado nesse ponto.
Os quilos a mais na balança, as roupas apertando demais na cintura, não achar mais no shopping uma calça 44 que caísse bem, pra mim, foi quando a luz vermelha acendeu.
Já estava afetando meu humor, minha vida social, minha vida conjugal. Tudo.

Depois de inúmeras tentativas de dietas ou de idas frustradas à academia, só uma atitude muito radical poderia parecer dar resultado.
Foi então que decidi entrar no Método Dukan. Uma dieta criada por um médico francês que, basicamente, corta carboidratos até o atingimento do peso ideal (quem quiser entender melhor, é só ler essa entrevista super bacana que a Ju Romano fez com ele).
Muita gente me botou medo, disse que a dieta estava “proibida” (o que não é verdade) ou que era perigosa demais, mas eu tinha resultados na minha cara, de gente que eu conhecia, que fez ou fazia e tinha dado um ótimo resultado.
Então pensei: por que não?

Comecei a dieta no dia 03 de outubro e, desde então, já foram 5kg a menos na balança, vários centímetros a menos nas medidas e alguns pontos a mais no índice de bem estar.
Não tem sensação melhor do que fechar uma calça sem esforço nenhum. Não ter que ficar se preocupando com as gordurinhas pulando no cós. E até mesmo ver ele ficando mais largo do que “deveria” ser ;)

Acho que no fim das contas a gente tem que tomar as decisões por nós mesmos, pensar na saúde e, principalmente, estar feliz consigo e com o espelho… do jeito que achar que deve ser.
Sem tristezas, sem encanações, sem ditaduras de beleza.


Acima, a foto que postei quando completei 20 dias de dieta. Antes e depois.
Fiquei muito feliz com os comentários de todo mundo, seja pelos elogios ou por terem me dito que motivei, de alguma forma, a fazer o mesmo. Muito obrigada, vocês são demais <3

Beijos,
Narda

Imagem: Reprodução