Ensaio família: 1 mês do Tomás

No último domingo fotografamos em casa, de novo com a Fernanda, a última parte do nosso ensaio. Dessa vez, com o Tomás com a gente! <3

A ideia era essa desde o inicio (dividir o registro em dois momentos), então preferi esperar pelo primeiro mês para que ele estivesse “maiorzinho” nas fotos. Ainda assim foi bem complicado fotografá-lo. Ele está passando por uma fase hormonal (pico de crescimento/salto de desenvolvimento) e passa o dia todo querendo colo ou mamar. E se não está em nenhum desses dois lugares, chora! rs

Graças a paciência de sempre da Fer, conseguimos várias fotos lindas que mostraram bem o que eu queria registrar com esse ensaio: a nossa família em um lar completo e cheio de amor.

Aqui algumas imagens:

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Leia mais

Sobre amamentação

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Sempre morri de medo não conseguir amamentar.
A gente carrega histórias familiares e acredita que vai acontecer com a gente também. Demora a acreditar que cada história e pessoa é única.
Quando você fica frente a frente ao processo, acha que é uma coisa automática, instintiva, mas não é. Não é simplesmente plugar o bebê no peito e achar que ele vai fazer o serviço certinho. Às vezes o bebê tem uma pega linda, “de livro”, mas pode estar mal posicionado (e acabar fissurando o mamilo), pode não estar sugando direito, ser “preguiçoso” e não estar mamando efetivamente, não ganhar peso corretamente. E isso aconteceu aqui.
E o que fazer quando isso acontece?
Se você não tem confiança, estímulo e apoio, pode acabar desistindo. Ter orientação profissional – e aqui, de novo – que seja concordante com os seus desejos dentro do que é recomendado, claro, pra você e, principalmente, para o bebê e sua saúde é fundamental.
E por que que eu to escrevendo tudo isso?
Não pra reforçar o chavão do “não é facil”, até porque cada uma atribui o peso das dificuldades de um jeito diferente. Mas pra motivar (a mim também), a lembrar que buscar o melhor é querer sempre o bem, agora de uma pessoinha que depende 100% da gente.
Precisa se informar, precisa ter apoio e, principalmente, ser confiante.
Se livre de mitos e não desista!

Minhas últimas semanas de gravidez e relato de parto normal

Antes que você leia esse post, queria só ratificar que esse é um relato pessoal (como todos os posts do blog). O texto está longo porque quis especificar detalhes que julguei importantes no meu processo de trabalho de parto. Fui acompanhada por uma equipe maravilhosa, humanizada e que me passou muita segurança. Sempre quis, desde o início, um parto normal como primeira opção e que todo o processo fosse o mais natural possível. Peço para que, antes de extrair qualquer trecho desse relato como dica para sua gestação, por favor, converse com o seu médico. Cada corpo é um corpo e cada profissional tem a sua abordagem e orientações.

 

Sempre achei que não chegaria às 40 semanas de gestação. Nas ultrassonografias, o Tomás sempre estava acima da média (em termos de tamanho) e como eu nunca tive dúvidas em relação à DUM (data da última menstruação que baseia a idade gestacional), acreditava que ele nasceria no máximo na 39ª semana.

Completamos 38 semanas no dia 3 de outubro. No dia 5 me afastei das minhas atividades profissionais e também deixei de ir pro estúdio de pilates. A barriga estava pesada e eu já acumulava muito cansaço e inchaço nas pernas. Passei a fazer em casa os exercícios que a minha instrutora me orientou (compramos uma bola suíça e foi a melhor ideia que meu marido poderia ter tido pra essa reta final).

Toda semana tínhamos acompanhamento: às terças exames (cardiotoco e ultrassom) e às quintas eu passava por avaliação no meu médico. Com 39 semanas e 3 dias, não tínhamos ainda nenhum sinal de o Tomás querer nascer. Só uma “polpinha de dedo” de dilatação, o que era praticamente nada. Meu médico sempre foi bastante claro e me passava segurança nas suas orientações. Desde o início me dizia que gostaria de aguardar até 41 semanas e que depois disso já considerava uma espera arriscada e, por isso, o acompanhamento deveria ser feito muito de perto, para evitar qualquer problema. Ou seja, um risco desnecessário. Então, já sabia que se chegasse ao dia 24/10, sem qualquer sinal, teria que internar e ter que fazer a indução “artificial” do TP (trabalho de parto).

Comecei a ficar apreensiva. Fazia meus exercícios na bola em casa, conversava com o Tomás pra ele descer (ele já estava melhor encaixado, com a cabeça no meio da bacia, mas ele e o colo do útero ainda estavam altos. Essa descida às vezes ocorre durante o TP, mas se já estivesse baixo antes disso, obviamente, melhor. Assim, não correríamos o risco de o parto normal não acontecer) e pedia também pra Deus me mandar um sinal, quando fosse a hora que ele tinha designado pra nós. Essa espera foi difícil, muito difícil de controlar o psicológico. Me senti fraca muitas vezes e meu marido sempre me ajudou a segurar as pontas.

Nesse meio tempo, meu médico sugeriu tentarmos estímulos alternativos para que eu tivesse algum sinal de trabalho de parto. Me recomendou a fazer uma sessão de acupuntura e falar com a minha obstetriz, nosso braço direito durante todo o meu pré-natal, para que ela sugerisse outros métodos para o processo. Ela me recomendou tomar chá de canela, fazer os exercícios na bola, caminhadas e outras tantas orientações. A primeira sessão de acupuntura foi feita pra flexibilizar o quadril e “abrir” a bacia e, assim, ajudar nessa descida do bebê.

Chegou o dia dos exames de 40 semanas e nada. Nenhum sinal. Era terça, dia 18, e estava com 40 semanas e 1 dia, pra ser mais específica. Nesse mesmo dia, à tarde, fiz uma nova sessão de acupuntura. Dessa vez, uma mais estimuladora às contrações e focada também pro meu equilíbrio emocional. Sai de lá esperançosa. Coincidência ou não, foi então que as coisas começaram a acontecer: por volta das 10:30 da noite perdi um pouco do tampão. Mandei foto e mensagem pra minha obstetriz e ficamos aguardando novos sinais. Aqui vale abrir um parêntese: desde as 36 semanas de gestação, seguindo as orientações da minha equipe de parto, comecei a fazer massagem perineal, com a ajuda do meu marido, e também treinos com o Epi-No, um aparelho que prepara a musculatura para evitar que seja necessário a temida episiotomia (corte cirúrgico no períneo, para ampliar o canal de parto). Ainda nesse dia por volta da meia noite, apesar de muito cansada, fizemos o treino, como estávamos acostumados a fazer diariamente. Começamos pela massagem e depois usamos o aparelho. E aí que na parte final do treino, na hora de expelir o balão… ÁGUA! Em pequena quantidade, mas era um sinal de estouro da bolsa. Mais foto e orientação da minha obstetriz. Agora era aguardar pelas contrações.

Passei a madrugada tranquila, sem nenhum sinal. Era quarta-feira, dia 19, e minha obstetriz veio um pouco antes do meio dia em casa, me avaliar. Depois de eu insistir, ela me fez um exame de toque e vimos que eu estava só com 1 pra 2cm de dilatação. Fiquei frustrada. Algumas horas depois, meu médico me ligou – já com as informações da avaliação da obstetriz – e disse que recomendava aguardarmos mais uma madrugada, para não perdermos a chance da evolução natural de um trabalho de parto. Como naquela próxima madrugada já ia completar 24h de bolsa rota, me receitou um antibiótico para eu tomar e, assim, evitarmos qualquer infecção. Além disso, minha obstetriz me instruiu a fazer um “shake” com óleo de rícino, para estimular contrações (vale dizer que esse método nem sempre funciona, mas não custava tentar àquela altura do campeonato).

Por volta das 22:30h “magicamente” comecei a sentir contrações. Ainda sem ritmo, mas com certa frequência. Abri o app no celular e comecei a contar as contrações. Mandei mensagem pra minha obstetriz com um print do relatório do app e ela se empolgou, dizendo que era um ótimo sinal de que as coisas estavam progredindo. Me orientou a comer algo e descansar, já que à medida que as coisas fossem evoluindo, eu provavelmente acordaria.

Dito e feito. Às 2 horas da manhã de quinta, dia 20, as contrações davam sinais de trabalho de parto e eu acordei por conta da dor que começava a se intensificar na lombar. Bem mais frequentes e menos espaçadas que anteriormente (duravam cerca de 50 segundos com espaço de 2 minutos entre elas). Mandei novo print, ela me fez algumas perguntas e disse que iria se arrumar pra ir em casa me avaliar. Minha obstetriz chegou por volta das 3 horas da manhã, me avaliou (se não me engano estava com 2 pra 3cm de dilatação, com o colo do utero mais fino que antes) e ficamos na contagem das contrações. Nesse longo meio tempo, ela pedia pra eu não esquecer da respiração a cada dor, me fez massagens na lombar e me orientava quanto ao que podia deixar o processo mais confortável (menos doloroso, pra falar a verdade), como exercícios na bola suíça. Vale dizer também que o bebê tinha os batimentos cardíacos sendo monitorados, cada vez que ela parava pra me avaliar.

Por volta das 7 horas da manhã fizemos um novo toque. A dor beirava o insuportável. Estava com 4 pra 5cm. Minha mãe, que também estava com a gente acompanhando na madrugada, já estava preocupada. Tentávamos explicar que era o que tínhamos planejado e que o ideal era passar pelo trabalho de parto em casa, onde me sinto mais segura e confortável. Além do que, ir para o hospital com a bolsa rota significava ter cuidados extras e o recomendado era ir pra lá só quando a dilatação alcançasse de 7 pra 8 cm. Combinamos que as 9 horas faríamos um novo toque pra avaliar e que iríamos pro hospital em seguida.

Às 8:30h eu já tava prestes a jogar a toalha. Minha obstetriz me recomendou um banho de água quente, pra ajudar no alívio das dores. Quando sai do banho, pedi pra que chamassem o anestesista. Eu tinha certeza que não conseguiria ajudar no parto sentindo tudo aquilo. Uma dor tão grande, que eu não tinha mais posição pra “existir”. Até pra sentar na cama era difícil. Estava literalmente subindo pelas paredes a cada contração. Pedi pra irmos direto pro hospital, no horário que combinamos, porque lá teríamos que fazer o toque de qualquer maneira. Chamamos o Uber, peguei a roupa que já estava separada há semanas e ela me pareceu completamente errada praquela situação. Eu não achava jeito nem pra vestir a legging. Minha mãe se ofereceu a ajudar a me vestir. A dor era tanta que tive vontade de ir embora de camisola mesmo.

Na saída do elevador tive que parar pra respirar durante uma contração. A vontade de urrar de dor começava a me fazer sentido. Mas resolvi “sofrer pra dentro” e embarcamos. Coitado do motorista. Tenho plena consciência que não deve ter sido uma corrida fácil. Pra completar, o trânsito estava apontando uns 15 minutos a mais que o tempo habitual. Parecia cena de novela. O motorista, que tenho certeza que achava que eu ia parir ali mesmo, resolveu cortar todas as pistas e furar faróis quando dava. Enquanto isso, eu estava com a obstetriz no banco de trás com uma mão na barriga (nesse momento não era mais dor só na lombar, mas pélvica também. Sinal de que o bebê e o colo do útero estavam finalmente descendo) e outra no “puta que pariu” do carro, gemendo (alto!) a cada contração. Virei pra ela e só queria saber se o anestesista já estava me esperando. Parecia que nunca íamos chegar.

Descemos na entrada do hospital, sentei numa cadeira de rodas e cortamos pra maternidade por dentro das instalações. Às 10 horas, enquanto meu marido abria minha ficha, eu e minha obstetriz seguimos pra fazer um cardiotoco, pra ver os batimentos do bebê e a evolução das contrações. Decidi ficar em pé mesmo e, nessa hora, já estava fora de mim em relação à dor. Lembro de ter urrado algumas vezes, desinibida atrás das cortinas que me davam certa privacidade naquela sala de pré internação, e lembro que num abrir de olhos pós dor, vi meu médico em pé na minha frente. Ele me acalmou dizendo que estava tudo indo bem, conforme o planejado e que o delivery room (sala para parto natural) já estava sendo preparado para nós.

Quando finalmente me liberaram do exame, fomos andando até a sala de preparo para o parto, onde eu tinha que trocar de roupa. No caminho, a enfermeira abençoada do hospital, que estava nos acompanhando desde a entrada, fazia pressão na minha bacia, a cada contração, para aliviar a dor. E que alivio que dava! Chegando na sala, uma outra enfermeira me ajudou a me despir (maldita legging) e colocar o avental. Meu médico entrou e fez o exame de toque. Só lembro dele dizer algo como: “a dilatação tá total. Já já ele nasce!”. Lembro que o anestesista entrou também pra se apresentar e disse que já estava tudo sendo preparado para tirar a minha dor. Era uma sucessão de frases lindas, na hora mais apropriada.

Quando entrei no delivery, o relógio marcava umas 11h e pouco, eu acho. A partir dai, minha sensação de tempo começou a diminuir (ou eu, na verdade, a ficar menos interessada nas horas). Meu médico ainda tentou me sugerir ir aliviar a dor na banheira com água quente, antes de tentar a analgesia, mas aquela ideia me parecia improvável. Falei que preferia ir direto pra analgesia, porque já tinha tentado o banho quente em casa e àquela altura, não me pareceu algo que iria ajudar muito novamente. Deitei na maca pro anestesista me aplicar a medicação (pra inibir somente a dor). Colocou os cateteres e aplicou o remédio na dose mínima. Pediu pra eu avaliar a dor quando a contração viesse. A dor na lombar ainda estava bem incomoda. Colocou mais um pouco e pediu de novo que eu avaliasse dali duas contrações, para esperar fazer efeito. Lembro de sentir uma dorzinha de nada, se comparada às que eu vinha sentindo a tantas horas. Decidimos então que a dosagem estava adequada, até porque não poderia simplesmente não sentir dor alguma. Eu tinha que ainda estar, mesmo que pouco, conectada com o meu útero para saber quando as contrações estavam chegando e ser ativa no meu parto.

Meu médico me deixou repousando uma meia hora, segurou minha mão e pediu pra eu só pensar em coisas boas dali pra frente. Enquanto isso, mais um cardiotoco. Nesse meio tempo, ele perguntou da nossa playlist. Aqui vale novo parêntese: durante meu pré-natal, ele insistiu várias vezes de montarmos uma playlist pro parto. Pediu pra tocá-la pro Tomás, ainda na barriga, e comentou com a gente que as músicas teriam um papel fundamental, já que seria um “som familiar” pro bebê. Pensei em colocar músicas aleatórias, que eu gostava e que o Ale gostava. Mas as que ele escolhia, não eram calmas sabe? Eu não me via parindo ao som de Jorge Ben Jor, por mais que seja o tipo de música que quero que meu filho curta. Decidi pelo caminho neutro e nada me fazia mais sentido do que tocar o álbum da dupla Oh Wonder. Um som calmo, gostoso, que sempre me traz coisas boas ao ouvir. Coincidentemente o último show que fui com o Ale, já grávida. Nada me parecia mais adequado. Foi então que Livewire começou a tocar na sala, dando sequência a todas as outras músicas.

Passando um pouco o meio dia, descansada, analgesiada, era a hora de me preparar. Minha obstetriz me ajudou a levantar e meu médico perguntou se eu queria testar posições ou se eu já tinha algo em mente. Enquanto caminhava, falei que queria ir pra banqueta, já que tinha treinado meu expulsivo com o Epi-No, em casa, de cócoras. Aquela me parecia a posição mais confortável desde sempre. Sentei na banqueta e Ale ficou encaixado atrás de mim, sentado num banco, com as pernas embaixo do meu braço pra me dar apoio. Enquanto tudo era preparado, a música continuava tocando. A sala estava numa penumbra e só uma luz focal, onde o parto aconteceria, estava acesa. Meu médico foi me passando as orientações: “quando você sentir a contração, quero que você encha o peito de ar e faça uma força grande, sem soltar”. Lembro que no meio da explicação veio uma e eu só lembro de falar: “tá vindo uma!” E lá estava eu enchendo o peito e fazendo força.

A segunda contração demorou a vir. Esperar por ela parecia uma eternidade. Enquanto isso, minha obstetriz – que usava o intervalo pra auscutar o coraçãozinho do bebê – pediu pra eu pensar na chegada do Tomás. Falei que era só aquilo que eu estava mentalizando. Ela me lembrou de tentar fazer força segurando as minhas próprias pernas, como se quisesse empurrar o joelho contra o peito. Tinha comentado com ela numa das nossas consultas em casa, que, sei lá eu o porquê, tinha a sensação de que essa seria uma maneira que eu queria tentar. A contração veio e lá estava eu fazendo mais uma, duas, três forças de novo. Meu médico disse que ele estava perto, pediu pra eu por a mão e ver que já dava pra sentir um pouquinho da cabeça. Sugeriu que eu mudasse um pouco a forma de me apoiar: pediu pra eu deslizar o quadril pra frente e segurar na “alça” da banqueta, e durante a força jogar o meu corpo pra trás, contra o do Ale.

Mais uma contração, mais força. Mais uma vez ele pediu pra eu sentir o quanto Tomás estava pertinho da gente. Já dava pra pegar no cabelinho dele. Durante o aguardo da próxima contração, vi meu medico pedindo opinião da obstetriz e se dirigindo a mim: “Narda, a gente estava aqui avaliando e acredito que não vamos ter passagem suficiente…” interrompi e disse: “ok, vai precisar de Episio?” Ele: “acredito que sim”. Eu: “pode fazer” (afinal, estávamos esperando nascer um bebê com cerca de 4kg, ne). Naquela hora, um corte no períneo não me parecia um problema. Ele pediu pra enfermeira assistente deixar a lâmina/bisturi preparado e enquanto isso acontecia, eu sentia uma nova contração chegando. Só deu tempo de avisar: “tá vindo mais uma e vou fazer força!”. Enchi o peito ao máximo de ar e empurrei “pra cima”, como ele tinha pedido. Segurei a força no maior fôlego que pude. Quando soltei o ar, percebi o útero ainda contraído. E como das vezes anteriores, fechei os olhos, puxei o ar e empurrei mais uma vez. Segundo meu médico, foi o sexto empurrão que dei. Nessa hora, não lembro se estavam falando comigo, não lembro que música especificamente estava tocando na sala, não lembro que horas marcava o relógio. Só lembro de abrir os olhos e ver aquela coisinha branca vindo de costas pro meu colo. Era meu filho! Nem acreditei quando vi. Ele nasceu tão limpinho, sem chorar, só deu um resmungo. Talvez pela sala estar tão bem preparada pra chegada dele. Acho que ele sentiu o ambiente respeitando aquele momento dele, nosso. Só queria pegar ele pra mim e dizer oi. Fazer ele sentir o quanto esperávamos por ele e o quanto ele já era amado. E, no meio de muitas lágrimas, dizer que eu era a mamãe dele.

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Sem nos desgrudarmos, me ajudaram a deitar na maca (como perde muito sangue, rola um risco de desmaio). Enquanto eu e Ale conversávamos com ele, meu médico aguardava a saída da placenta para terminar os procedimentos. No fim das contas, a episiotomia não foi feita (nem dei tempo pra ela acontecer! rs). Mas, depois meu médico viu que tive uma pequena laceração interna, na musculatura do períneo, que precisou de alguns pontinhos. Nada demais.

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Enquanto ficamos ali, eu, Ale e Tomás conversando e nos conhecendo, a equipe seguia os protocolos. Ficamos ali por pelo menos duas horas, sem qualquer intervenção. Só lembro de ter perguntando a hora que ele tinha nascido e me responderam: 12:51h.

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Não tem nada, absolutamente nada nessa vida, que pague ter uma experiência como essa e poder viver um momento tão único assim. Aqueles meses todos de espera, de exame após exame, de consulta após consulta, de anseios, de medos, de muito preparo, e até as contrações que tinham acontecido a apenas algumas horas atrás, desapareceram. E, com aquele nascimento, automaticamente começava uma nova fase da vida. Na nossa vida. Minha família que, ali, ficava ainda mais completa.

Mauricio, Dr Alexandre e Jéssica, minha equipe de parto maravilhosa.
Mauricio, Dr Alexandre e Jéssica, minha equipe de parto maravilhosa.

 

Meu eterno agradecimento a:

Dr. Alexandre Sasaoka: meu médico que, como contei no Instagram, começou a me acompanhar na 24ª semana de gestação e foi, sem sombra de dúvidas, nossa melhor decisão. Nos ensinou tanto sobre parto humanizado e, indiretamente, nos guiou nas nossas escolhas. Sempre respeitando os nossos desejos e pensando no melhor para mim e para o Tomás. Por mais que tenha só “assistido” ao parto, como ele gosta de afirmar, eu não poderia ter protagonizado o momento mais especial da minha vida sem as suas orientações e profissionalismo. Obrigada pelo trabalho impecável.

Jéssica Urtado: minha obstetriz mais que querida, que se eu pudesse resumir em uma única palavra o seu papel na equipe multidisciplinar do parto seria: essencial. Pessoa pela qual tenho um carinho enorme e um espaço especial reservado no coração. Calma e extremamente profissional, não tenho palavras pra agradecer por toda a paciência, cuidado e apoio emocional. Um laço de amizade que vou levar pra vida! <3

Mauricio: o anestesista, que foi um fofo e muito eficaz na analgesia. Tirou a minha dor e me renovou de forças para contribuir ativamente na chegada do meu filho. Trabalho literalmente na medida certa.

Cintia e Larissa: enfermeiras super especiais do Hospital São Luiz (e à própria maternidade, pelo atendimento excepcional desde a nossa entrada). A primeira, a anja que aliviou a minha dor a caminho da sala de parto. A segunda, que fez os primeiros cuidados com o Tomás, respeitando todas as nossas escolhas de não intervenções pós parto, além de – com muita doçura – nos fazer sentirmos acolhidos nesse momento tão especial. Agradeço muito pelo empenho e profissionalismo de ambas!

Tatiana Rodello: doula e profissional de acupuntura, que fez as minhas duas sessões no preparo para o parto. Cruzou o meu caminho tão rápido, mas se fez tão importante nesses encontros para que tudo caminhasse como desejamos. Muito obrigada pela sua energia boa!

Danilo: meu nutricionista, que me fez acreditar desde o início que era possível ter uma gestação sem exageros, saudável e com equilíbrio. Nada de “comer por dois” rs. Hoje, pós parto, vejo o quanto valeu a pena. Se eu consegui respeitar a meta que estabelecemos, foi por causa do seu trabalho!

Dra Ana Paola: médica que fez todas as nossas ultrassonografias e que, desde a primeira (mesmo sem eu acreditar), nos deu a notícia de que era o Tomás sendo gerado. Foram meses de acompanhamento, que resultaram em apreço mútuo e, ao mesmo tempo, admiração profissional.

Miriam e Paula: instrutora e dona, respectivamente, do Harmônica Studio Pilates, onde treinei os 3 últimos meses de gestação. Meu obrigada a ambas pelo empenho no meu preparo físico e constante incentivo na minha busca pelo parto normal.

E por último, mas não menos importante, ao Alexandre: meu marido, amor e parceiro, para todos os momentos. Minha melhor escolha e meu maior incentivador. Se interessou, se preparou e se fez mais do que presente durante todo o processo. Compartilhou comigo decisões e tornou “nosso” esse momento, desde o início. Minha maior certeza de melhor pai que o Tomás poderia ter.

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